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CHICLAYO
Conta a lenda que em tempos remotos chegou à costa de Lambayeque um personagem legendario chamado Naylamp, quem desembarcou perto do rio Faquislanguia, ali se estabeleceu e edificou um templo denominado Chot en onde colocou um idolo de pedra chamado Llamayec.
Naylamp morreu depois de muitos anos de reinado e os sacerdotes mochicas fizeram crêer ao povo que ele era imortal, ficando o poder em maõs de seu filho mais velho Cium.
Esta origem mítica deu lugar ao florescimento da cultura Mochica, com importantes centros administrativos e cerimoniais na região tais como Tucume e Sipão. A decadência dos mochicas deu passo a outra cultura chamada Lambayeque, que desarrollou-se nos séculos VIII e XVI dc.
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Posteriormente este territorio foi ocupado pelos chimus e finalmente, pelos incas. Os vestigios arqueológicos que nos deixaram estas civilizações são um tesouro aberto aos olhos da cultura universal, lugares como Batan Grande, Túcume, Apurlepec, Sican, Sipan e muitos mais, são uma mostra da grandeza de estes povos de artistas, arquitectos e agricultores excepcionais. |
| “Senhor de Sipan” |
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Eram a meiados dos anos 1987 quando uma esforçada equipe de arqueólogos peruanos, dirigidos pelo Dr. Walter Alva, anunciou uma das descobertas arqueológicas más extraordinarias do século XX, A Tumba do Senhor de Sipan, dignatario mochica no vale de Lambayeque. E não era para menos, tratava-se da primeira tumba integra descoberta e que era de um personagem do Perú antigo. A notícia deu a volta ao mundo em poucos días.
O Senhor de Sipan governou entre os séculos II e III da nossa era e representava o poder divino sobre a terra com uma triple autoridade: religiosa, militar e civil. Estava enterrado em um sarcófago de madeira, muito diferente da maioría dos enterros da época que eram realizados em fardos funerários. Em seus atavios se encontraram numerosas e finas peças de ouro e prata de singular beleza artística, enfeitadas com pedras semi preciosas como as turquesas, lapislázuli e cochas spondylous provenientes do Ecuador. |
Os objetos mais representativos desta hierarca Mochica são dois pares de orelheiras, três lanças agudas, um lingote circular de ouro maciço, um elmo do mesmo metal, assim como narigueiras, medallões de olhos de ouro. Da mesma forma se encontrou, o tocado semicircular de ouro que cobría sua cabeça e um cetro com um vistoso acabamento em ouro de forma piramidal invertida.
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Também se encontrou ao redor da tumba mais de mil peças de cerámica de origem Mochica. A maior parte de ornamentos, atavios, vestimentas e emblemas deste governante corresponde aos gravados que aparecem na cerámica desta cultura.
Fora do sarcófago foram debelados outros ossamentos humanos, trata-se de duas mulheres ubicadas à cabeça e aos pés do Senhor de Sipan, além de dois homens aos costados e o esqueleto de um cachorro, todos eles foram sacrificados durante o rito fúnebre para acompanhar a seu soberão na vida extra terrenal. |
Posteriormente, foram descobertas máscaras de ouro com rostos humanos e lanças guerreiras junto a um fardo funerario que envolvía a outro chefe Mochica, o qual foi batizado com o nome do Velho Senhor de Sipan. |
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Sican |
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